sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Quase 5 meses depois...

Ei, gente! Tudo bem c'ocês? Espero que sim!


Já são quase cinco meses longe daqui e - confesso - dos blogs que sempre amei visitar. Sim, me dei um megatempo. Aliás, ainda estou me dando, me (re)descobrindo, tentando saber quem sou de fato. Já tô meio de saco cheio dessa crise existencial que insiste em não ir embora. Mas vou mandá-la às favas já já.


No mais, muitas saudades de vocês, sempre tão carinhosas comigo. Deixo aqui um link dos Beatles, pois acabei de voltar de um show de uma banda que homenageia esses músicos-gênios-maravilhosos-eternos. No que diz respeito ao quarteto de Liverpool, não há espaço pra crise ou dúvida: amo demais e ponto final.


















Beijocas e até breve, se Deus quiser,


Lu

domingo, 5 de junho de 2011

Bolo dentro do coração



O perdão mais difícil de dar é o perdão a nós mesmos.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Previsão para o mês... adorei!



Áries
21/03 a 20/04

No começo do mês, um tom mais sério nas comunicações fortalecerá seus relacionamentos. Aproveite a Lua Nova, no dia 1o, para resolver dúvidas e fazer acordos comerciais. A partir do dia 4, os negócios estarão aquecidos e trarão oportunidades de expansão financeira. Assuntos de família, da casa e do passado ganharão novas perspectivas no dia 17. No amor, planos de longo prazo e estabilidade numa relação já estabelecida. Um relacionamento que começar neste mês poderá ter vindo para ficar. Bom momento para se desapegar do passado. Prepare-se para realizar sonhos e começar um novo ciclo em sua vida.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Paul, Paul, Paul, Paul!




Ainda em estado de graça por ter visto (de pertinho, de novo, inclusive!!) Paul McCartney.


Quantas vezes aquele menino (porque qualquer um que assiste ao show sabe que aquele ser não tem quase 70 anos, que isso só pode ser mentira!) vier, eu vou (com a graça de Deus!). E vou me maravilhar tanto (ou mais!!!) que a primeira e a segunda vezes. Paul, com seu talento, charme e vitalidade, é simplesmente MARAVILHOSO.


Abaixo, a notícia sobre o primeiro show no Rio em forma de um lindo texto. Parabéns, Gustavo Maia, colega jornalista e fã de Sir McCartney (como fica claro na matéria).


Beijos


Lu



Paul McCartney: a lenda materializada diante de 45 mil pessoas
Publicado em 23.05.2011, às 13h08Gustavo Maia Especial para o NE10

Mais de duas horas e meia de transcendência. Absoluta imersão, ídolo e fãs na mesma sintonia. No palco, um artista de 68 anos esbanja uma energia invejável e demonstra o seu impressionante prazer de fazer música. Espalhados pelo gramado e arquibancadas do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro, cerca de 45 mil pessoas, de diversas gerações, enlouquecidas, histéricas, não conseguem tirar os olhos do homem. Da lenda viva. E como ele está vivo. Paul McCartney dispensa apresentações. Neste domingo (22), no retorno ao Brasil em menos de um ano, o eterno Beatle proporcionou uma daquelas noites mágicas, inesquecíveis. Foi transcendental, como bem descreveu um fã, ou paulmaníaco, como preferiu ser descrito.O cantor inglês deixou até a clássica pontualidade britânica de lado e entrou no palco 14 minutos atrasado. Parece até que ele já se deixou levar pelo clima desapegado dos cariocas. Como que para compensar a falha, ele já começou com tudo. Às 21h44, aos primeiros acordes de Hello, Goodbye, mega-sucesso dos Beatles, do disco Magical Mystery Tour, de 1967, o público já delirava. Na sequência veio Jet, rock grandiloquente da banda Wings, que Paul formou na década de 1970 após a separação do Fab Four. O público cantava junto, sem deixar passar um acorde, servindo como um gigante time de backing vocals.No intervalo entre a segunda e a terceira músicas, McCartney usou do microfone para se aproximar ainda mais dos seus fãs. Incrivelmente simpático, o astro repetiu o que havia feito em 2010, em Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP) e se arriscou no português. "Olá, Rio. E aí, cariocas. Boa noite, Brasil. É ótimo estar de volta ao Rio", disse, bem ensaiado. "Esta noite vou tentar falar português, mas vou falar mais inglês", completou. Os 45 mil fãs foram à loucura. Muito porque ver um dos maiores ídolos da música mundial se esforçando para te agradar, com uma generosidade difícil de ser igualada no mundo do entretenimento, é de empolgar qualquer um. É a simpatia de quem, ao final do show, se abaixa para pegar uma camisa jogada no palco, vê que é da seleção brasileira e tem o seu apelido Macca gravado nas costas e diz: "eu sou do time do Brasil, agora é oficial."
E o fascínio parecia ser mútuo. Em dado momento, o público estava tão empolgado que fez o ex-Beatle parar, observar a multidão e comentar: "It's so cool I'm gonna take a moment" (Isso é tão legal que eu vou esperar um momento). "Valeu, obrigado", arrematou. Mas o ápice da relação plateia-banda aconteceu em Hey Jude, já próximo ao fim do show. Sentado no piano, Paul estava em posição privilegiada para assistir a um verdadeiro espetáculo. Por iniciativa do fã-clube do cantor, centenas (talvez milhares) de pessoas levaram cartazes com a sílaba "Na" e levantaram os cartazes assim que a música entrou no famoso refrão: "na-na-na-na-na-na-na". McCartney ficou boquiaberto. Tanto que depois voltou ao palco para destacar que "a coisa do na-na-na foi impressionante".No decorrer da primeira e maior parte do show, muitas canções dos Beatles e do Wings empolgaram, ainda que algumas canções da segunda banda não fossem tão conhecidas, o que não foi nenhum obstáculo à entrega da plateia. Destaque para, alguns dos mais famosos hits da história do Rock'n Roll, como All my loving, The Long and Winding Road, Eleonor Rigby (executada com impressionante semelhança à versão original), Let it be, A Day in The Life e Live and Let Die, música acompanhada de show pirotécnico espetacular.Houve também espaço para homenagens. O maior parceiro de Paul, John Lennon, assassinado em 1980, foi lembrado durante Here Today, linda música escrita pouco depois da sua morte. Na plateia, muitos não resistiram e caíram em prantos. Pouco depois, foi a vez do "tributo ao meu amigo George (Harrison)", falecido em 2001 após luta contra o câncer. A música escolhida foi composta por Harrison e executada inicialmente apenas com um ukelele. Something voltou a ganhar força na hora em que toda a banda retornou ao palco, iniciando o belo solo de guitarras. Foi difícil segurar as lágrimas à medida que fotos de George eram mostradas no telão.Os músicos da banda de apoio de Paul são um show à parte. Cada um tem seu momento de astro, mas quem realmente rouba a cena com performances "monstruosas" é o baterista Abe Laboriel Jr. Em Dance Tonight, do Wings, McCartney pediu que todos prestassem atenção à coreografia do gigante que estava atrás da bateria e levou todos ao riso. Os guitarristas e tecladista também não deixam nada a dever à grandiosidade do evento.
Pausa. Depois de 27 músicas, todos vão ao centro do palco, agradecem. Saem. Ninguém acredita que o show acabou, mas, se tivesse acabado, não seria nada de anormal. Afinal de contas, há espetáculos caríssimos, muito menos inspirados, com duração bem menor. Mas Paul não é assim. É artista generoso. Volta e desfila mais três hits para o êxtase dos beatlemaníacos: Day Tripper, Lady Madonna e Get Back. Não é o bastante. Nunca será, mas ele se esforça em corresponder às expectativas estratosféricas.Ele volta mais uma vez, com a mesma energia de sempre, e ataca com Yesterday. Uma das músicas mais pesadas dos garotos de Liverpool vem em seguida, Helter Skelter. É a face heavy metal dos Beatles. Por fim, chega a hora da música-título do cultuado álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em 1967. "We hope you will enjoy the show" (Nós esperamos que vocês gostem do show), diz um verso da música. A resposta é óbvia e sonora.O fim de Sgt. Pepper's... se aproxima e a banda logo emenda para os acordes finais de The End, música com título mais que sugestivo para finalizar um show. Eis que a lenda viva começa a cantar os versos mais apropriados para a noite: "And in the end, the love you take is equal to the love you make" (E no final, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá). É, disso ele entende.








Setlist do show1 – Hello, Goodbye2 – Jet3 – All My Loving4 – Letting Go5 – Drive My Car6 – Sing The Changes7 – Let Me Roll It8 – The Long and Winding Road9 – 198510 – Let’em In11 – I’ve Just Seen a Face12 – And I Love Her13 – Blackbird14 – Here Today15 – Dance Tonight16 – Mrs. Vandebilt17 – Eleanor Rigby18 – Something19 – Band on The Run20 – Ob-la-di, Ob-la-da21 – Back in The USSR22 – I’ve Got a Feeling23 – Paperback Writer24 – A Day in Life/ Give Peace a Chance25 – Let it Be26 – Live and Let Die27 – Hey JudeBis 128 – Day Tripper29 – Lady Madonna30 – Get BackBis 231 – Yesterday32 – Helter skelter33 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e The end












Nota do repórter: Só foi possível fazer essa matéria porque se trata de texto escrito. Caso fosse a voz o meio de reportar essas palavras, o objetivo não seria atingido. A voz se foi lá pela quarta ou quinta música.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

U2 would love it!!

Eu me dei um presentão de aniversário sem tamanho: a garantia de estar em mais um show do U2 (e todos os gastos nele incluídos, como o pacote da excursão, ingresso caroooo, extras e tudo mais). Mas valeu. E como valeu!! Foi lindo, estética e emocionalmente. Mais que cantei. Eu literalmente rezei durante o show, fiz votos de um futuro melhor pra mim e pra todos. Foi um misto de celebração, show e balada. Sim, porque Bono Vox disse: "Hoje é noite de sábado, noite de... balada!!" E o Morumbi virou uma grande boate com direito a luzes rodando sobre o público e tudo. Sem contar as bolas de soprar (ou bexigas, pros meus amigos paulistas) que foram levadas pela plateia (tudo combinadinho) e fizeram Bono se emocionar. E por falar em emoção... cada música, meu Deus do Céu!! Adrenalina pura. Emoção, vida que passa como um filme na cabeça da gente. Enfim, mas sabe como começou o show (e o estádio in-tei-ro cantou junto)? Com "Trem das Onze". Poderia ser mais paulista que isso? Um jeito simpático e bem U2 de marcar presença. Ah! Já ia me esquecendo... Consegui ver o Bono a menos de 2m de mim, na entrada do estádio! Ele fez questão de ir até o portão pra ver os fãs logo após chegar em um carro com o vidro todo preto (que não deixava ninguém ver nadinha nadinha). Mas eu ouvi o som dos batedores da polícia (assim como havia acontecido quando vi Paul McCartney) e esperei. E valeu a pena! Definitivamente, meu presente realmente foi um presentão!! Bjs pra vcs todos Lu

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ivan, de novo: A dor das mulheres


Ivan Martins (revista Época) de novo arrasa, inteligentíssimo. Aliás, isso é pleonasmo.



"O fato de sermos modernos não impede que a vida das mulheres ainda seja marcada por urgências antigas e poderosas, como a do casamento e da reprodução. O fatalismo aparece mais tarde, quando os desejos tradicionais foram consumados – ou não – e a vida revela-se mais áspera e vazia do que deveria. Há escolhas e alternativas, mas muitas delas embutem uma grande porção de solidão, que os estudos demográficos mostram ser mais pesada e mais presente entre as mulheres."


(...)



"Nossas mulheres estão livres desse jugo. Sorriem, vestem-se da forma como desejam, têm o poder de se entregar se assim desejarem. Isso tudo é inquestionavelmente bom. Mas talvez não seja o suficiente..."


Íntegra aqui

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Adele

É tão bom descobrir talentos nesta nossa época...

Adele é um deles, com certeza.

Uma das minhas canções preferidas é esta.

Deliciem-se!


Beijos


Lu

quarta-feira, 9 de março de 2011

De Cecília

PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA


"Pergunto-te onde se acha a minha vida. Em que dia fui eu.
Que hora existiu formada de uma verdade minha bem possuída. Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada. E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida por esperanças hereditárias? E de cada pergunta minha vai nascendo a sombra imensa que envolve a posição dos olhos de quem pensa. Já não sei mais a diferença de ti, de mim, da coisa perguntada, do silêncio da coisa irrespondida."

Cecília Meireles

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vida com leveza


Na defensiva. Parece uma epidemia mundial. Ou nacional. Ou sei lá!! Mas todo mundo que eu vejo, encontro ou esbarro está assim: se defendendo de não sabe o quê, com medo de ser passado pra trás, de ser enganado, de ser superado.
Caramba, gente! Não é assim também não... Há quem fale algo sem a intenção de agredir. Há quem fale sem pensar sem que haja um propósito por trás disso, sem segundas intenções. Sim, é isso: há primeiras intenções e pronto. Ou melhor: há fatos que não trazem consigo propósitos exatamente.
É tão bom levar a vida com leveza... mas é cada vez mais difícil encontrar quem faça isso...



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Maravilha

Posso ir um trilhão de vezes ao Rio. Não me canso. A beleza, as pessoas, a energia. Adoro! Sei dos 1.509.369 problemas da cidade (qual não tem), mas me sinto em casa... Não vejo a hora de voltar (quem sabe um dia pra ficar)??

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Folhas de outono


Eu sei, ainda estamos em pleno verão. Mas juro que não resisti. Vale a pena antecipar a estação só pra ouvir esta canção aqui.

Autumn Leaves
The falling leaves/Drift by the window/The autumn leaves/Of red and gold/I see your lips/The summer kisses/The sunburned hands/I used to hold/Since you went awayThe days grow long/And soon I'll hear/Old winter's song/But I miss you most of all/My darling/When autumn leaves/Start to fall


Folhas de outono (Tradução)
As folhas caindo/Pela janela/As folhas de outono/De vermelho e ouro/Eu vejo seus lábios/Os beijos de verão/As mãos queimadas pelo sol/Eu costumava segurar/Desde que você foi emboraOs dias passam devagar/E logo eu escutarei/A antiga canção de inverno/Mas eu sinto sua falta mais do que tudo/Minha querida/Quando as folhas de outono/Começam a cair.



Bjs,

Lu

Meu lugar (no mundo)


Coisa mais estranha é o não lugar. Não se sentir confortável onde está, buscar sempre o que não há, essa inquietude, esse lar que não se tem. Eu preciso muito achar o meu lugar.

Só não sei ainda qual é.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para passar bem o dia




Oração para passar bem o dia
MARIA, minha querida e terna Mãe, colocai vossa mão sobre minha cabeça. Guardai minha mente, coração e sentidos, para que eu não cometa o pecado. Santificai meus pensamentos, sentimentos, palavras e ações, para que eu possa agradar a Vós e ao vosso Jesus e meu Deus. E assim, possa partilhar da vossa felicidade no céu. Jesus e Maria dai-me vossa bênção: em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Será que você ainda pensa em mim?



Quase um Segundo
Composição: Herbert Vianna



Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Linddooooo... adorei!

Homenagem para o 84º aniversário
de Tom Jobim

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011

Perdão pra mim mesma. Eu preciso

O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.
Fonte: Wikipedia


Mais difícil que perdoar alguém é perdoar a si mesmo(a).
Mas tenho que aprender que preciso praticar isso, seja como for.
Preciso entender que, se tivéssemos bolas de cristal, tudo seria diferente.
No meu caso, um pouquinho de visão além do presente e de menos impulsividade teria feito a diferença. Logo eu, que penso tanto antes de agir...
Mas cometi erros importantes, e hoje, aos 33 (quase), sinto que deixei a vida me levar.
Fui praticamente passando em branco, só trabalhando, vivendo no piloto automático da vida.
Até me desfiz de bens que hoje representariam conforto em vários sentidos para mim e para pessoas que amo muito.
Agora, vivo um futuro incerto em todos os aspectos, e uma situação que nunca havia imaginado (divorciada; sem filhos, nem perspectiva deles; poucos bens; e grana contada, como praticamente todo mundo, claro!).
Um conselho eu dou a quem quiser ouvir: antes de tomar uma decisão, pergunte. Converse, troque ideias, questione. Não pense e decida sozinha apenas. Eu fiz isso, e essa autossuficiência em vários campos em nada me ajudou - tenho humildade para reconhecer isso.


Perdão pelo desabafo, pelo clima down total.
Hoje, preferia não ter que dizer essas palavras. Mas, diante do cenário, preferia dizê-las no colo quente de alguém. Sem essa possibilidade, faço dos olhares de vocês ao que escrevo o meu colinho.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quando for segunda, me chame!

Sim, porque vou trabalhar igual a uma cadela (gente, não entendo essa expressão... olha a figura aí de cima pra ver se trabalha!!) neste fds e só descanso de fato na segunda. Eta, segunda que não chega...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

?

Eis que você me aparece de novo... Logo eu, que não gosto nem mesmo de chapéu. Mas você insiste em querer me pousar na cabeça, até entrar nela, pesar sobre o meu corpo. E a senhora não é nada leve, posso assegurar. Cansa os ombros, as pernas, faz o peito parecer chumbo, o coração tem dificuldade até para continuar no seu compasso naquele ritmo óbvio (o tum-tum-tum fica mais para tu-tu-tu-tu-tu-tu)...


Você realmente é impertinente. Aparece a qualquer hora, ou a toda hora, enfim a hora que quer e bem entende. E quando o soninho já deveria estar chegando, pronto: eis o momento em que você mais adora aparecer, linda e loura (não, tá mais pra ruiva). E faz qualquer centena de carneirinhos dar meia volta sobre a cerca...


E é também insistente. Tento driblar, dissuadir, dar cambalhotas sobre você, uma pegadinha de programa de domingo, mas nada é capaz de lhe impedir de me encher os neurônios que me restam com as suas artimanhas.


Tenho que reconhecer: você também é positiva em alguns pontos (ninguém e nada é 100% ruim, ok). Serve para me precaver, me preparar para algo que pode estar por vir (e às vezes vem mesmo). Não foram poucas as vezes em que você, sem turbante nem sotaque estrangeiro, antecipou meu futuro e confirmou o que, no fundo, eu mesmo já sabia.


Mas, por agora, tudo o que eu queria mesmo eu não ter você por perto. Sua ausência me faria um bem enorme, uma sensação de "eu sei o que farei no verão futuro", algo certo, líquido, sólido e nada gasoso. No ar, apenas aquela vontade de aproveitar o presente e colher os frutos do que foi (bem) plantado, viver o reconhecimento daquilo que já foi feito e só desfrutar.


Obrigada pela atenção, dona Interrogação. Espero que entendam, a senhora e seu ponto, que essa história de ter cadeira cativa na minha vida já está me enchendo o saco. Vê se "te" enxerga, me dá um tempo (longo) e some. Se eu quiser algo pra ficar sobre a minha cabeça, pode ter certeza, vou mudar de ideia e aderir à moda... do chapéu.




Lu

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A minha preferida de Chico



Não foram poucas as pessoas que nos últimos dias vi cantarolar alguma música de Chico Buarque. A minissérie Amor em quatro atos, exibida pela Globo na semana passada, trouxe à superfície da nossa mente músicas adoradas há décadas, guardadas pra sempre, tatuadas no coração da gente...

Não vi os episódios, mas deixo aqui a minha preferida entre as belíssimas canções de Chico. A ideia de que o amor consiste numa força que não se perde, numa energia que fica por aí, se renovando, é mesmo linda. Amores passados nutrem relações futuras e assim vai... Ecos de palavras que podem ressoar de um jeito lindo para alguém que nem conhecemos. E os exploradores e cientistas do futuro descobrindo, buscando tudo isso... A imagem é realmente vanguardista, delicada, melodiosa. Sofisticação e sutileza típicas do mestre.

Futuros Amantes é a minha predileta. Se bem que tem também Olhos nos Olhos, Atrás da Porta, Cotidiano, Apesar de você, Carolina...
Futuros Amantes
Chico Buarque (para conferir vídeo clique aqui)

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

domingo, 16 de janeiro de 2011

O primeiro beijo



Nesta semana, o colunista Ivan Martins escreveu sobre o fato de ter esquecido seu primeiro beijo. Uma pena. Eu me lembro do meu direitinho, como se tivesse sido ontem (caramba, já se passou muitooooo tempo...).
Meu namorado teve que contar com o "apoio" de um amigo, uns 4 anos mais experiente... Como a gente só conversava havia meses, esse colega entrou como um conselheiro-negociador e me disse: "Ele gosta de você, está esperando por isso e tal..."
E eu, que estava a fim do menino mesmo, fui lá e disse: "Ok, ok (não tinha Ratinho naquela época... rs)". E o beijo foi dado, no quintal da minha casa, provavelmente sob os olhares do tal amigo (escondido em algum canto). Foi bom. Mas melhor mesmo foram os que vieram depois - esse meu namorado beijava muito bem, apesar de inexperiente, como eu. É a história da química, mas isso é assunto para outro post...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Compaixão pelo Rio... e por SP, e por MG...


Obrigada, meu Deus, pela minha casa, pela minha saúde, pela minha família.


Cuidai daqueles que tiveram as vidas interrompidas assim e daqueles que conseguiram se salvar, pela sua misericórdia, mas têm o peito invadido pela dor e pela incerteza.


A eles, os meus sentimentos. E a minha solidariedade.


Seguir em frente é preciso

Lençóis Maranhenses/Férias

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Homenagem a um amigo


Será que um dia vamos aprender que a vida é transitória, que o corpo tem prazo de validade, que é preciso ver além das aparências, que é necessário dar valor àquilo que tem valor e se esquecer das pessoas, das coisas, das tarefas que não merecem tanta dedicação porque não valem a pena no fim das contas?


Hoje, acordei com o aviso de que um grande amigo da família (uma amizade de 40 anos) morreu depois de luta extensa contra o câncer. Eu não o via fazia uns 2 anos. Sei que ele gostava muito de mim. Quando me separei, aos 27 anos, fiquei arrasadaça! Ele me encontrou um dia e, sereno e doce, disse: "O que te aconteceu pode acontecer a qualquer um. Você não foi a primeira, nem será a última (a passar por isso)."


Tenho muitas memórias dele: em festas, em visitas à minha casa (e nós à casa dele), a maioria quando eu era criança. Lembro-me dele falando que já havia me ouvido no rádio, que esperava certos horários para isso, um quê de admiração e carinho... Mas nunca vou me esquecer de uma frase tão simples, num momento tão difícil. Uma mensagem de apoio.


A ele, hoje, ainda que tardiamente, vai o meu carinho, porque esse sentimento não depende dessas coisas tão terrenas, tão pequenas, tão humanas. E sei que, onde ele estiver, vai receber a minha mensagem com aquele jeito de quem fala sorrindo o tempo todo.


Lu